A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) aprovou oficialmente o Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna para receber uma etapa do Campeonato Mundial de MotoGP em 2026. Após a conclusão da vistoria técnica final, o circuito goiano foi liberado para sediar o Grande Prêmio do Brasil entre os dias 20 e 22 de março, confirmando o retorno da principal categoria da motovelocidade mundial ao país.
A inspeção foi realizada por uma delegação técnica da FIM, com acompanhamento do Governo de Goiás e da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). O processo avaliou de forma detalhada todos os pontos exigidos pelo regulamento internacional da MotoGP, incluindo condições da pista, zebras, áreas de escape, sistemas de segurança e estruturas operacionais.
Entre as adequações aprovadas estão a ampliação dos boxes, melhorias no paddock, modernização do centro médico e ajustes na direção de prova, garantindo conformidade total com os padrões internacionais de segurança, logística e operação exigidos pelo Mundial.
Evento teste antecede o GP
Como etapa final do processo de homologação, a FIM confirmou a realização de um evento teste fechado nos dias 28 de fevereiro e 1º de março de 2026. A atividade contará com motos das categorias 300cc, 600cc e 1000cc, com até 30 pilotos por grid.
O teste será conduzido com a mesma equipe operacional prevista para o fim de semana do MotoGP, incluindo comissários de pista, equipes de resgate e serviços médicos. Estão programadas simulações completas de corrida, largadas, bandeiras e procedimentos técnicos, assegurando que todos os sistemas estejam plenamente validados antes da etapa oficial.
Retorno histórico da MotoGP ao Brasil
O Grande Prêmio de Goiás marca o retorno da MotoGP ao estado após 37 anos, reforçando o papel estratégico do Brasil no cenário da motovelocidade internacional. A etapa faz parte do acordo firmado entre o Governo de Goiás e a Dorna Sports, promotora do campeonato, com contrato válido até 2030.
Com a homologação confirmada, o Brasil passa a integrar oficialmente o calendário da MotoGP a partir de 2026, encerrando o processo regulatório e abrindo um novo capítulo para o esporte a motor no país, com expectativa de impacto esportivo, turístico e econômico significativo.
Evento-teste valida operação antes do Mundial
Como etapa decisiva do processo de homologação, a FIM confirmou a realização de um evento-teste fechado nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, imediatamente após a conclusão da vistoria técnica no circuito goiano. A atividade reunirá pilotos convidados de três categorias distintas – 300cc, 600cc e 1000cc –, indicados pelas entidades organizadoras M78 Academy e Moto1000GP. Cada categoria contará com até 30 pilotos no grid, respeitando os limites operacionais estabelecidos pelos regulamentos internacionais.
O evento não terá acesso do público nem da imprensa e será conduzido com a mesma estrutura humana e operacional prevista para o fim de semana oficial da MotoGP, incluindo comissários de pista, equipes de resgate, médicos, direção de prova e protocolos de segurança. O objetivo é simular, com máxima fidelidade, todas as condições reais de uma etapa do Campeonato Mundial.
No dia 28 de fevereiro, estão programadas quatro simulações de corrida, cada uma com duração de 40 minutos, focadas na validação dos procedimentos de largada, neutralização, atendimento em pista e fluxo operacional. Já no dia 1º de março, o cronograma prevê 17 sessões de simulação, com tempos variados entre 20 minutos e uma hora, abrangendo diferentes cenários técnicos, operacionais e logísticos.
Anunciado oficialmente como sede do Mundial de MotoGP em dezembro de 2024, o Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna integra um contrato de cinco anos firmado entre o Governo de Goiás e a Dorna Sports, promotora da categoria. O acordo garante a realização do Grande Prêmio do Brasil em Goiás até 2030, consolidando o estado como novo polo da motovelocidade internacional e encerrando definitivamente o processo de retorno da MotoGP ao país.












