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Capital Moto Week 2026 entra para a história com 863 mil pessoas, 370 mil motos e uma despedida ao som do Barão Vermelho

Brasília voltou a ouvir o ronco dos motores, o som das guitarras e o coro de milhares de vozes durante dez dias. No sábado (1º), o Capital Moto Week 2026 chegou ao fim diante de uma Cidade da Moto tomada por 85 mil pessoas, em uma noite que reuniu rock, motocicletas, tecnologia e emoção para encerrar uma das maiores edições da história do festival.

O último capítulo foi escrito ao som do Barão Vermelho Encontro, que levou ao palco clássicos que atravessaram gerações e transformou a despedida em uma grande celebração do rock brasileiro. Ao longo dos dez dias de programação, 863 mil pessoas e 370 mil motos passaram pelo evento, consolidando novamente o Capital Moto Week como um dos principais encontros de motociclistas e amantes da música do país.

E quando as últimas guitarras silenciaram, uma nova contagem já começou. O próximo encontro está marcado: de 22 a 31 de julho de 2027.

Uma noite para ficar na memória

foto: CMW

Antes mesmo de o Barão Vermelho subir ao palco, a Cidade da Moto já estava preparada para uma despedida grandiosa.

Durante dez minutos, 300 drones tomaram o céu de Brasília em um espetáculo visual criado para marcar os 50 anos da Honda no Brasil, fabricante que foi a moto oficial do Capital Moto Week.

As aeronaves formaram imagens de estradas, motocicletas, a bandeira brasileira e o Congresso Nacional, em uma homenagem direta à capital federal. No céu, também apareceu o slogan da marca: “Declare sua liberdade, vá de Honda”.

Foi o tipo de espetáculo que sintetizou o espírito do festival: velocidade, liberdade, música e paixão pelas duas rodas ocupando o mesmo espaço.

Então, as luzes se apagaram e chegou a hora do último grande show da edição.

Barão Vermelho transforma despedida em celebração

foto: CMW

O Barão Vermelho Encontro escolheu Brasília para realizar a primeira apresentação do projeto em um festival e também a única passagem da turnê pela região Centro-Oeste em 2026.

No palco, a formação original reuniu Roberto Frejat nos vocais e guitarra, Guto Goffi na bateria, Maurício Barros nos teclados e Dé Palmeira no baixo.

Foram 27 músicas que percorreram diferentes momentos da história do rock brasileiro.

A abertura veio com “Maior Abandonado”, colocando imediatamente a arena para cantar. O repertório avançou por clássicos como “Pedra, Flor e Espinho”, “Pense e Dance”, “Bete Balanço”, “Codinome Beija-Flor”, “Por Você” e “Amor, Meu Grande Amor”.

Em “Bete Balanço”, Frejat entregou o microfone para a plateia.

“Agora estou passando a bola, é com vocês”, disse.

E Brasília respondeu.

Milhares de pessoas cantaram juntas, transformando a Cidade da Moto em um gigantesco coro. A mesma cena se repetiu em sucessos como “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, “Puro Êxtase” e “Por Que A Gente É Assim?”.

“Espero que estejam curtindo, está sendo incrível tocar no Capital Moto Week”, afirmou Frejat durante a apresentação.

A banda também abriu espaço para homenagens a outros nomes fundamentais da música brasileira. “Tente Outra Vez”, de Raul Seixas, e “Malandragem Dá um Tempo”, de Bezerra da Silva, fizeram parte do repertório.

Mas um dos momentos mais simbólicos veio quando Frejat falou sobre um dos maiores nomes da história do rock brasileiro e cidadão ilustre de Brasília.

“Essa é a nossa singela homenagem a um ilustre cidadão de Brasília”, anunciou antes de interpretar “Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto”, de Renato Russo.

Cazuza voltou ao palco

foto: CMW

A emoção atingiu outro patamar durante “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”.

No telão, imagens de Cazuza, ex-vocalista do Barão Vermelho, apareceram enquanto sua voz se somava simbolicamente à apresentação.

O momento conectou diferentes tempos da história da banda. De um lado, os integrantes que ajudaram a construir uma das trajetórias mais importantes do rock brasileiro. Do outro, a memória de Cazuza, presente por meio das imagens e da voz que continuam atravessando gerações.

Naquele instante, passado e presente dividiram o mesmo palco.

O público acompanhou em silêncio atento e emoção até o encerramento, transformando a homenagem em um dos momentos mais marcantes da noite.

E, para fechar a apresentação, não poderia haver escolha mais simbólica.

“Pro Dia Nascer Feliz” encerrou o show e, junto com ele, os dez dias de Capital Moto Week 2026.

“Obrigado pelo carinho, pela alegria e pela presença”, resumiu Frejat.

foto: CMW

Dez dias, cinco palcos e 160 horas de música

foto: CMW

A grandeza da edição de 2026 não esteve apenas no último show.

Durante dez dias, o Capital Moto Week transformou a Cidade da Moto em um ponto de encontro entre diferentes gerações, estilos musicais e culturas motociclistas.

Foram 105 shows, 80 bandas, cinco atrações internacionais, 160 horas de música ao vivo e 487 músicos passando pelos cinco palcos do festival.

foto: CMW

A programação internacional reuniu nomes como Nazareth, da Escócia; Masters of Voices, projeto internacional; Eagle-Eye Cherry, da Suécia; Velvet Chains, dos Estados Unidos; e The Jailbirds, do Canadá.

No cenário nacional, o festival colocou lado a lado artistas de diferentes gerações e estilos.

Teve a força do hard rock do Nazareth, a potência vocal do Masters of Voices, o rock contemporâneo do Velvet Chains, a energia de Di Ferrero e LVCAS, o pop de GIANA, a irreverência de Supla, o peso de Matanza Ritual e Raimundos, além de Marcelo Falcão e o retorno do Tihuana.

O resultado foi uma programação que não buscou apenas reunir grandes nomes, mas criar encontros.

Pais e filhos puderam compartilhar músicas de épocas diferentes. Amigos descobriram novos artistas juntos. Fãs antigos reencontraram clássicos que fazem parte de suas histórias.

Essa mistura foi um dos principais símbolos da edição.

foto: CMW

Brasília como palco do encontro

foto: CMW

Ao longo do festival, a capital federal deixou de ser apenas o cenário e passou a fazer parte da experiência.

As motocicletas ocuparam as ruas, os motores ecoaram pelos principais cartões-postais e milhares de pessoas participaram da programação que transformou Brasília em uma verdadeira capital do motociclismo.

O próprio conceito do Capital Moto Week foi levado às últimas consequências em 2026: criar um espaço onde a paixão pelas motocicletas pudesse encontrar música, liberdade, entretenimento e convivência.

Para o CEO do CMW, Pedro Franco, o encontro entre gerações foi justamente um dos grandes objetivos desta edição.

“Quando pensamos a programação deste ano, imaginamos pais, filhos e amigos de diferentes gerações dividindo o mesmo espaço, cantando músicas de épocas distintas e descobrindo novos artistas juntos”, afirmou.

Segundo ele, a experiência reforçou a essência do festival.

“O Capital Moto Week sempre foi um festival de encontros e, nesta edição, conseguimos transformar esse conceito em uma experiência muito especial. Encerramos 2026 com a certeza de que cumprimos nossa missão e já começamos a sonhar com o que vamos construir em 2027”, destacou.

foto: CMW

370 mil motos e uma história que continua

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do evento.

863 mil pessoas passaram pela Cidade da Moto durante a edição de 2026. Foram 370 mil motocicletas circulando pelo festival e por Brasília ao longo dos dez dias.

Mas talvez o principal número seja outro: o festival terminou já com data marcada para voltar.

De 22 a 31 de julho de 2027, Brasília novamente deverá receber motociclistas, famílias, bandas, viajantes e apaixonados pelas duas rodas para mais uma edição do Capital Moto Week.

Em 2026, a Cidade da Moto se despediu com 85 mil pessoas cantando “Pro Dia Nascer Feliz”.

O céu havia sido iluminado por 300 drones. Os motores haviam levado centenas de milhares de motocicletas até Brasília. Cinco palcos receberam artistas de diferentes partes do mundo. E milhares de pessoas compartilharam durante dez dias uma mesma paixão.

Quando o último acorde ecoou pela arena, o festival chegou ao fim.

Mas a história não terminou.

foto: CMW

Para quem viveu o Capital Moto Week 2026, ficou a memória de uma edição histórica.

Para quem já está esperando a próxima, ficou a data.

De 22 a 31 de julho de 2027, a Cidade da Moto volta a abrir as portas.

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