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MotoGP 2026: tudo o que você precisa saber antes da largada na Tailândia

foto: MotoGP

A temporada 2026 da MotoGP começa carregada de simbolismo. Além de abrir mais um campeonato que promete alto nível técnico e esportivo, este será o último ano antes da profunda mudança regulatória prevista para 2027. Após os testes de Shakedown e o Teste Oficial de Sepang, o Mundial agora se prepara para acelerar oficialmente em Buriram, na Tailândia, dando início a um campeonato que reúne experiência, juventude e expectativas elevadas.

O cenário montado para 2026 coloca o paddock em estado de atenção máxima, com disputas que vão além das pistas e decisões estratégicas que já projetam o futuro da categoria.

Marc Márquez mira o oitavo título mundial

foto: MotoGP / Dorna

Atual campeão da MotoGP, Marc Márquez inicia o campeonato como principal referência do grid. Depois de protagonizar um retorno considerado histórico em 2025, o espanhol da Ducati Lenovo Team volta a alinhar como detentor do título — algo que não acontecia desde a temporada 2020.

Mesmo enfrentando um período de recuperação após a lesão no ombro sofrida no GP da Indonésia, Márquez chega à abertura do campeonato como o piloto a ser superado. A busca pelo oitavo título mundial coloca novamente o número 93 no centro das atenções, com rivais determinados a impedir mais um capítulo vitorioso de um dos maiores nomes da história da MotoGP.

Cinco campeões mundiais no grid de 2026

O nível do campeonato em 2026 fica evidente pela presença de cinco campeões mundiais da MotoGP no grid. Além de Márquez, a temporada conta com Jorge Martín, campeão de 2024 pela Aprilia; Francesco Bagnaia, bicampeão em 2022 e 2023 com a Ducati; Fabio Quartararo, campeão de 2021 pela Yamaha; e Joan Mir, vencedor do título em 2020 defendendo a Honda.

Esse grupo reforça o caráter competitivo da temporada e levanta uma questão central: 2026 verá a consagração de um novo campeão ou mais um título ficará nas mãos de um nome já estabelecido na elite?

Toprak Razgatlioglu chega à MotoGP

foto: Internet

Uma das grandes atrações do ano é a estreia de Toprak Razgatlioglu na MotoGP. Tricampeão do WorldSBK, o piloto turco passa a integrar a Prima Pramac Yamaha em 2026, tornando-se o primeiro representante de seu país na categoria principal.

Apesar de não carregar o status de favorito ao título em seu ano de estreia, Razgatlioglu chega com grande expectativa. Seu talento reconhecido, aliado ao estilo agressivo de pilotagem, faz dele um nome capaz de chamar atenção conforme se adapta às exigências das motos protótipo da MotoGP.

Brasil volta a ter representante na MotoGP

foto: MotoGP / LCR

A temporada 2026 marca um momento histórico para o motociclismo brasileiro. Diogo Moreira, campeão mundial de Moto2 em 2025, estreia na MotoGP defendendo a LCR Honda, recolocando o Brasil no grid da categoria principal após quase duas décadas.

Moreira se torna o primeiro brasileiro campeão mundial em uma categoria de acesso e assume o protagonismo deixado por Alex Barros, último representante do país na MotoGP, em 2007. O simbolismo aumenta ainda mais com o retorno do Grande Prêmio do Brasil ao calendário: a segunda etapa do campeonato recoloca Goiânia no mapa da MotoGP pela primeira vez desde 1989, enquanto o país volta a sediar uma prova após 1992.

Quem busca a primeira vitória na categoria

foto: Ai Ogura

Cinco pilotos iniciam a temporada com um objetivo em comum: conquistar a primeira vitória na MotoGP. Além dos estreantes Razgatlioglu e Diogo Moreira, também figuram nessa lista Ai Ogura, campeão da Moto2 em 2024; Luca Marini, da Honda HRC Castrol; e Pedro Acosta, um dos nomes mais comentados do paddock.

Acosta, que encerrou 2025 na quarta colocação do campeonato e já soma dez pódios na MotoGP, surge como um dos principais candidatos a alcançar finalmente o topo do pódio. Para muitos analistas, 2026 pode representar o passo definitivo do espanhol rumo ao protagonismo absoluto.

Honda e Yamaha em busca de recuperação

As fabricantes japonesas entram em 2026 pressionadas por resultados. A Honda HRC Castrol tenta encerrar um período de cinco anos sem vitórias na categoria principal. Os pódios recentes de Joan Mir e uma pré-temporada mais consistente indicam sinais de reação.

foto: HRC

A Yamaha vive um momento ainda mais profundo de transição. A adoção do novo motor V4 representa uma ruptura completa com o conceito anterior. Apesar das dificuldades iniciais, a marca de Iwata trabalha na construção de uma base técnica sólida, mirando competitividade nos próximos ciclos do campeonato.

O último ano das motos 1000cc

A temporada 2026 será lembrada como a despedida da era das motos 1000cc na MotoGP. Com novos regulamentos programados para 2027 e diversos contratos se encerrando, o paddock já vive um clima de antecipação e incertezas.

Mudanças no mercado de pilotos, decisões técnicas estratégicas e reestruturações internas tornam este campeonato um dos mais importantes da década. Dentro e fora das pistas, 2026 se desenha como um ano-chave para definir os rumos da MotoGP no futuro próximo.

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