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Fabio Quartararo supostamente assina com Honda para 2027 e 2028

foto: MotoGP / Yamaha

De acordo com o pessoal dos bastidores da MotoGP: A Honda intensificou as negociações para contratar Fabio Quartararo a partir da próxima temporada, em um movimento que pode redesenhar o cenário da MotoGP na virada de regulamentos. O francês, campeão mundial em 2021, está em vias de encerrar sua trajetória com a Yamaha e se tornar uma das principais apostas da marca japonesa para o novo ciclo técnico da categoria.

Aos 26 anos, Quartararo construiu toda a sua carreira na MotoGP com a Yamaha. Ele estreou na classe rainha em 2019 pela então equipe satélite Petronas, alcançou o auge em 2021 com o título mundial e, desde então, tornou-se o principal nome da fabricante de Iwata em um período de perda de competitividade frente ao domínio da Ducati.

Mesmo em um cenário adverso, os números do francês impressionam: são 11 vitórias, 32 pódios e 21 poles positions defendendo a Yamaha. Ainda assim, tudo indica que 2026 será sua última temporada com a marca, antes de uma possível mudança para a Honda.

Caso o acordo se concretize, Quartararo fará uma aposta de alto risco e potencial retorno. A MotoGP entrará em um novo ciclo regulatório, o que traz incertezas sobre a hierarquia das equipes. A Honda, por sua vez, busca se reposicionar como protagonista após temporadas difíceis, enxergando no francês um pilar técnico e esportivo para liderar o projeto.

Do lado da Yamaha, a situação se torna delicada. A marca passa por uma profunda reformulação, com mudanças na gestão, a adoção do motor V4 já para 2026 e o desafio adicional de desenvolver a futura unidade de 850 cc prevista para 2027. Diante da iminente saída de Quartararo, a participação do piloto no desenvolvimento do novo projeto passa a ser um ponto sensível.

A possível chegada do campeão mundial à Honda também abre uma série de interrogações sobre a formação do time de fábrica da marca de Sakura. Joan Mir e Luca Marini têm contrato apenas até o fim de 2026, e a permanência de ambos é considerada improvável. Nesse contexto, o brasileiro Diogo Moreira surge como um nome forte internamente. Recém-contratado para a equipe LCR, ele pode ser promovido caso tenha um desempenho consistente, embora enfrente concorrência direta de Johann Zarco.

Fora da Honda, outros nomes de peso circulam nos bastidores. Pedro Acosta, atualmente na KTM, e Jorge Martín, hoje na Aprilia, aparecem como alternativas possíveis, ainda que ambos tenham situações contratuais e esportivas complexas. Martín, inclusive, lida com lesões desde o título conquistado em 2024.

As peças também se movimentam do lado da Yamaha. Francesco Bagnaia é citado como um possível alvo caso perca espaço na Ducati, enquanto o próprio Jorge Martín aparece como opção para ocupar o assento que pode ser deixado por Quartararo.

Em meio a tantas variáveis, uma coisa é certa: a negociação entre Honda e Fabio Quartararo é mais um sinal de que a MotoGP caminha para uma profunda reorganização, com a chegada de uma nova era técnica e esportiva que promete mudar o equilíbrio de forças do campeonato.

Fabio Quartararo / foto: Marc Fleury

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