O Teste Oficial de Sepang chegou ao fim nesta quarta-feira (5) com Alex Márquez como o nome a ser batido. O piloto da BK8 Gresini Racing MotoGP confirmou o bom momento vivido na Malásia — palco de sua vitória em 2025 — e encerrou os três dias de atividades no topo da tabela combinada, resistindo à forte pressão de Marco Bezzecchi, que colocou a Aprilia na briga direta pela liderança.
Alex Márquez não foi apenas o mais rápido na volta lançada, com 1min56s402, como também apresentou consistência em ritmo de corrida. O espanhol registrou a melhor simulação de Sprint do dia, completando dez voltas com média de 1min58s027, reforçando que chega a 2026 em plena sintonia com a Ducati da Gresini.
Bezzecchi terminou o teste em segundo lugar geral e foi o principal destaque da Aprilia Racing. Mesmo em um circuito historicamente difícil para a fábrica de Noale, o italiano mostrou evolução clara, liderou a sessão final do teste e experimentou soluções aerodinâmicas inéditas, especialmente na região do conjunto traseiro. A ausência de Jorge Martín não impediu a Aprilia de sair de Sepang fortalecida.
Fechando o top 3, Fabio Di Giannantonio teve três dias sólidos com a Pertamina Enduro VR46. Utilizando a GP26, o italiano foi consistente em ritmo e mostrou bom equilíbrio geral, enquanto seu companheiro Franco Morbidelli concentrou o trabalho de adaptação à GP25 e terminou o teste em sétimo, apesar de uma queda na curva 14.
Na Ducati Lenovo Team, o foco esteve no comparativo entre pacotes aerodinâmicos. Marc Márquez testou tanto a configuração frontal de 2025 quanto elementos do pacote 2026, mas sofreu sua primeira queda do ano logo na curva 1, sem consequências físicas. Francesco Bagnaia, por sua vez, relatou maior conforto na moto do que em qualquer momento do GP da Malásia de 2025 e, curiosamente, foi mais rápido que Marc em uma simulação de Sprint de dez voltas. Ao final do teste, Marc terminou em quarto na geral e Bagnaia em sexto.
Aprilia satélite e evolução da Honda
Na Trackhouse MotoGP Team, Raúl Fernández foi o principal nome, encerrando o teste em décimo lugar geral após desempenho consistente no último dia. Ai Ogura apresentou progresso gradual e fechou em 12º, já com foco no teste de Buriram, pista onde teve seu melhor resultado em 2025.
Pela Honda HRC Castrol, o saldo foi positivo, apesar de um último dia mais complicado. Joan Mir, que havia liderado o segundo dia, enfrentou dificuldades com a queda de aderência após a chuva, mas terminou o teste em quinto na geral. Luca Marini ficou em 13º. A Honda destacou avanços no motor da RC213V 2026, unidade que agora precisa ser homologada, já que a marca passou a integrar o Rank C das concessões.
Na LCR Honda, Johann Zarco manteve discurso otimista ao longo de todo o teste e encerrou em 16º. Já Diogo Moreira, estreante brasileiro na MotoGP, deixou Sepang satisfeito com o progresso alcançado. Após seis dias consecutivos de atividades na Malásia, incluindo o Shakedown, o campeão da Moto2 destacou a evolução nas frenagens e a base de acerto encontrada com a equipe.
KTM equilibrada e Yamaha em reconstrução
O bloco da KTM mostrou equilíbrio impressionante. Pedro Acosta e Maverick Viñales ficaram separados por apenas 0s010 na tabela combinada, ocupando a oitava e a nona posições. Viñales afirmou que, após testar diferentes direções, voltaria ao primeiro acerto utilizado, considerando-o pronto para alinhar em Buriram. Enea Bastianini terminou em 11º, enquanto Brad Binder fechou em 15º, admitindo que não conseguiu encaixar uma volta perfeita.
Na Yamaha, o terceiro dia marcou o retorno às pistas após problemas técnicos que paralisaram os trabalhos no dia anterior. Alex Rins foi o melhor piloto da marca, em 14º na geral. Fabio Quartararo apareceu apenas em 17º, enquanto Jack Miller e o estreante Toprak Razgatlioglu fecharam o teste em 18º e 19º, respectivamente. Apesar dos números modestos, a Yamaha saiu de Sepang com dados importantes de uma YZR-M1 profundamente revisada.
Com o teste da Malásia encerrado, as atenções agora se voltam para o lançamento oficial da temporada em Kuala Lumpur e, na sequência, para o próximo e decisivo teste de pré-temporada em Buriram, na Tailândia, antes do início de um calendário histórico com 22 etapas em 2026.










