O Capital Moto Week 2026 está prestes a começar, mas a operação por trás do maior festival de motos e rock da América Latina já está em pleno funcionamento. No Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília (DF), cerca de 9 mil trabalhadores atuam diariamente para transformar um espaço de mais de 400 mil metros quadrados em uma verdadeira cidade temporária, preparada para receber aproximadamente 800 mil visitantes, 350 mil motocicletas e mais de 1,8 mil motoclubes durante os dez dias de evento.
Muito mais do que um festival de música, o Capital Moto Week se consolidou como o principal encontro da cultura motociclista na América Latina e uma das maiores vitrines da indústria de motocicletas do continente. A edição de 2026 promete ser a maior da história, reunindo cinco palcos, centenas de expositores, atrações radicais, experiências gastronômicas, áreas de camping, espaços para negócios e mais de uma centena de shows nacionais e internacionais.
Uma cidade nasce em apenas dois meses

Antes mesmo da chegada dos caminhões com equipamentos e das grandes estruturas metálicas, o Parque da Granja do Torto passou por uma ampla preparação. As equipes realizaram recuperação das vias internas, manutenção das redes elétrica e hidráulica, reforço das fundações dos palcos e adequações estruturais para garantir segurança e conforto ao público.
Durante aproximadamente dois meses, profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, logística, produção, sonorização, iluminação, alimentação, limpeza e segurança trabalham simultaneamente para erguer uma estrutura comparável à de uma pequena cidade.
Segundo o CEO do Capital Moto Week, Pedro Franco, essa operação costuma passar despercebida pelo público.
“Quem chega no primeiro dia encontra tudo funcionando e, muitas vezes, não imagina os bastidores de um mega festival. Em dois meses, transformamos uma área completamente vazia em uma cidade com palcos, restaurantes, hospedagem, comércio, iluminação e toda a infraestrutura para receber centenas de milhares de pessoas.”
O maior palco do Centro-Oeste ganha nova identidade

Entre as estruturas que começam a dominar a paisagem da Cidade da Moto está o palco principal, considerado o maior da região Centro-Oeste.
Com 40 metros de largura, 14 metros de profundidade e 19 metros de altura, o palco recebeu uma nova cenografia inspirada no conceito “Velocidade e Movimento”, tema escolhido para a edição de 2026.
Engrenagens de motocicletas passam a ser o elemento central da identidade visual, acompanhadas por grandes estruturas metálicas e referências ao universo pós-industrial, além de elementos que marcaram edições anteriores do festival.
Segundo Pedro Franco, a proposta simboliza a evolução do próprio Capital Moto Week.
“A engrenagem simboliza movimento, conexão e evolução. É uma linguagem que conversa com o universo das motos, mas também com a trajetória do Capital Moto Week, que cresce e se reinventa a cada edição.”
Muito além dos shows

Embora a música seja um dos grandes atrativos, o Capital Moto Week oferece uma programação muito mais ampla.
Ao longo dos dez dias, os visitantes terão acesso a cinco palcos temáticos, duas praças de alimentação, restaurantes, cinema ao ar livre, roda-gigante, tirolesa, bungee jump, brinquedos radicais, espaço infantil, ativações de patrocinadores, áreas de empreendedorismo e diversas experiências voltadas ao universo das duas rodas.

A programação musical contará com 105 apresentações.
Entre os destaques internacionais estão Nazareth, Eagle-Eye Cherry, Velvet Chains e Masters of Voices.
O rock nacional será representado por Di Ferrero, Supla, Raimundos, Matanza Ritual, Marcelo Falcão, Tihuana, Lvcas e o aguardado encontro da formação original do Barão Vermelho.
O maior ponto de encontro das marcas de motocicletas

Além do entretenimento, o Capital Moto Week também se consolidou como o principal ambiente de relacionamento entre fabricantes e consumidores.
Mais de 80% das marcas premium presentes no mercado brasileiro estarão reunidas no festival deste ano.
BMW Motorrad, Ducati, Triumph, KTM e Moto Morini lideram a presença das fabricantes, acompanhadas por patrocinadores como Michelin, Honda, Spaten, Pepsi e TV Globo.
Ao todo, mais de 50 marcas participam da edição de 2026, resultado de investimentos superiores a R$ 20 milhões.
Segundo a organização, o evento deixou de ser apenas um festival para se tornar uma plataforma estratégica de negócios, relacionamento e lançamento de produtos.
Os espaços das marcas funcionam como verdadeiros centros de experiência, oferecendo test rides, lançamentos de motocicletas, apresentações de equipamentos, áreas VIP, experiências gastronômicas, shows exclusivos e produção de conteúdo para a comunidade motociclista.
O sucesso da estratégia pode ser medido pela fidelização dos parceiros: mais de 80% dos patrocinadores renovam sua participação a cada edição.
Brasília entra definitivamente no mapa do motociclismo mundial

O crescimento do Capital Moto Week também mudou o perfil do turismo em Brasília.
Atualmente, cerca de 31% dos visitantes nacionais do festival vêm do estado de São Paulo, principal mercado consumidor do país.
Esse dado demonstra que o evento ultrapassou a condição de atração regional para se tornar um destino nacional e internacional.
A edição de 2026 também amplia sua exposição por meio da transmissão da TV Globo para afiliadas da Região Norte, alcançando uma audiência estimada em 16 milhões de pessoas.
Dormir dentro do Capital Moto Week virou tendência

Outra novidade importante é a ampliação do Camping Ville.
Depois de oferecer aproximadamente 1.500 leitos em 2025, a estrutura foi expandida para receber até 5 mil hóspedes nesta edição.
A proposta é permitir que os visitantes permaneçam hospedados dentro da Cidade da Moto durante todo o festival, vivendo a experiência de forma contínua.
Para quem busca uma experiência mais tradicional, o Camping Viking continua disponível gratuitamente.
O espaço funciona por ordem de chegada e oferece banheiros e chuveiros para motociclistas que viajam levando sua própria barraca.

Já o Camping Ville oferece uma experiência mais confortável.
As acomodações são entregues totalmente montadas e equipadas com camas ou colchões, roupa de cama, travesseiros, cobertores, luminária e protetores auriculares.
Os hóspedes ainda contam com banheiros exclusivos, chuveiros, cozinha compartilhada, segurança permanente e controle de acesso.
As diárias começam em R$ 210 para barracas individuais, passam para R$ 330 nas acomodações para duas pessoas e chegam a R$ 735 nas cabanas destinadas a quatro ocupantes.
Acessibilidade e sustentabilidade seguem como prioridades
A organização também investiu na ampliação da acessibilidade em toda a Cidade da Moto.
Novas rampas, melhorias nos acessos, reforço da sinalização e adequações dos espaços buscam garantir maior autonomia para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Na área ambiental, o compromisso permanece como um dos pilares do festival.
O planejamento inclui gestão de resíduos, economia circular, neutralização das emissões de carbono, inclusão social e diversas ações sustentáveis.
O objetivo é conquistar pelo quinto ano consecutivo a certificação Lixo Zero, reforçando a posição do Capital Moto Week como referência nacional em sustentabilidade entre grandes eventos.
Capital Moto Week confirma seu maior momento
Ao reunir centenas de milhares de motociclistas, as principais fabricantes do mercado, grandes atrações musicais, experiências de aventura, estrutura de hospedagem, gastronomia e um dos maiores complexos temporários do país, o Capital Moto Week reafirma sua posição como o maior festival de motos e rock da América Latina.
Mais do que um evento, o encontro se transformou em um dos principais motores da cultura motociclística brasileira, movimentando turismo, economia, entretenimento e a indústria das duas rodas em um único espaço.












