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CG 160 dispara na liderança e puxa um janeiro positivo para o mercado de motos

Janeiro fecha com 178 mil motos emplacadas no Brasil e confirma a força do setor, puxado por modelos de baixa e média cilindrada e pela liderança incontestável da Honda.

Janeiro confirma fôlego do setor motociclístico

O ano de 2026 começou de forma consistente para o mercado brasileiro de motocicletas. Ao todo, 178.537 unidades foram emplacadas em janeiro, número que, apesar de ficar 7,57% abaixo de dezembro, apresenta um crescimento robusto de 17,49% em relação ao mesmo mês de 2025.

A retração mensal é considerada normal para o período, tradicionalmente marcado por ajustes de estoque e menor atividade comercial. Já o avanço anual reforça uma tendência clara: a motocicleta segue ganhando espaço como alternativa de mobilidade, ferramenta de trabalho e solução econômica para o deslocamento diário.

CG 160 amplia vantagem e segue intocável na liderança

Nenhum outro modelo se aproxima da performance da Honda CG 160. Em janeiro, a street mais vendida do país registrou 37.671 emplacamentos, mantendo uma distância confortável para as demais concorrentes e reafirmando seu papel central no mercado brasileiro.

O ranking geral evidencia uma preferência clara por motos voltadas ao uso urbano, trabalho e deslocamentos de curta e média distância, com forte concentração de vendas em modelos de entrada e intermediários.

Ranking das 20 motos mais vendidas – janeiro de 2026

  1. Honda CG 160 – 37.671
  2. Honda Biz – 21.024
  3. Honda Pop 110i ES – 18.101
  4. Honda NXR 160 Bros – 15.101
  5. Yamaha Factor – 6.738
  6. Mottu Sport 110i – 6.067
  7. Honda CB 300F Twister – 5.785
  8. Honda PCX 160 – 4.753
  9. Honda XRE 190 – 4.114
  10. Yamaha FZ15 – 3.463
  11. Yamaha FZ25 – 3.451
  12. Yamaha Lander – 3.255
  13. Honda XRE 300 Sahara – 2.997
  14. Shineray SHI 175 – 2.912
  15. Honda Elite 125 – 2.687
  16. Shineray SHI 125 – 2.623
  17. Yamaha Crosser 150 – 2.170
  18. Yamaha NMAX – 1.930
  19. Honda ADV 160 – 1.697
  20. Avelloz AZ1 – 1.564
Avelloz AZ1

Honda concentra mais de 65% do mercado no mês

Quando o recorte passa das motos para as marcas, o cenário fica ainda mais claro. A Honda somou 116.492 emplacamentos em janeiro, respondendo por mais de dois terços de todo o mercado nacional no período.

factor 2026

A Yamaha aparece como segunda força, enquanto a Shineray mantém crescimento contínuo, especialmente entre os modelos de menor cilindrada e preço mais acessível.

Emplacamentos por fabricante (top-10):

  • Honda – 116.492
  • Yamaha – 25.202
  • Shineray – 12.920
  • Mottu – 6.067
  • Avelloz – 3.328
  • Bajaj – 3.006
  • Royal Enfield – 2.783
  • Haojue – 2.251
  • BMW – 1.026
  • Kawasaki – 1.007

Segmentos mostram onde está o dinheiro do mercado

A divisão por categorias reforça que o volume do mercado brasileiro segue concentrado em motos utilitárias, urbanas e de média cilindrada, enquanto segmentos premium mantêm participação menor, porém estável.

  • City: Honda CG 160 – 37.671
  • CUB: Honda Biz – 21.024
  • Trail: Honda NXR 160 Bros – 15.101
  • Scooter: Honda PCX 160 – 4.753
  • Custom: Royal Enfield Hunter 350 – 676
  • Naked: Yamaha MT-03 – 681
  • Esportiva: Yamaha R15 – 1.090
  • Maxitrail: Royal Enfield Himalayan 450 – 624
  • Touring: BMW R 1300 RT – 30

Mesmo com volumes reduzidos, modelos como a Himalayan 450 e a R 1300 RT indicam que há espaço para nichos específicos, especialmente entre consumidores mais experientes e de maior poder aquisitivo.

Expectativa é de novo recorde ao longo de 2026

A Fenabrave projeta que o mercado brasileiro de motocicletas deve crescer cerca de 10% em 2026, o que pode levar o total anual para aproximadamente 2,41 milhões de unidades emplacadas.

Entre os fatores que sustentam a projeção estão a expansão do setor de entregas, o custo crescente do transporte individual tradicional e a obrigatoriedade de emplacamento de ciclomotores de até 50 cm³.

Para a entidade, o momento reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro, que vê a motocicleta não apenas como lazer, mas como ferramenta essencial de mobilidade.

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