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KTM critica regra de pressão dos pneus na MotoGP e pede mudanças imediatas

A regra de pressão dos pneus da MotoGP voltou ao centro das atenções após mais um caso polêmico envolvendo a KTM Factory Racing. O diretor esportivo da equipe, Pit Beirer, fez duras críticas ao regulamento e pediu mudanças imediatas, chegando a classificar a regra como “simplesmente absurda”.

Atualmente, os pilotos precisam cumprir uma porcentagem mínima de voltas com a pressão dos pneus acima de um limite pré-definido. Caso contrário, são penalizados após a corrida com acréscimos de tempo, sendo 8 segundos nas Sprints e 16 segundos nos Grandes Prêmios. As exigências são de 30 por cento das voltas nas corridas curtas e 60 por cento nas provas principais.

O tema voltou à tona após Pedro Acosta perder um pódio na Sprint disputada em Austin por não cumprir a regra. O principal beneficiado foi Enea Bastianini, da Tech3.

Mesmo já tendo sido favorecida em outras ocasiões, a KTM não esconde a insatisfação. Beirer foi direto ao comentar o regulamento:
“A regra é simplesmente absurda. Eu sempre defendi que a pressão dos pneus fosse verificada ainda no grid de largada. Assim seria igual para todos.”

O dirigente também questiona a lógica do sistema atual, destacando que ele não está ligado a qualquer tipo de vantagem irregular:
“A regra da pressão por porcentagem de voltas é absurda porque não tem nada a ver com trapaça.”

Segundo Beirer, o principal problema está na influência das condições de corrida, que fogem ao controle do piloto e da equipe:
“Se você coloca uma margem de segurança na pressão inicial para se manter dentro do limite, mas entra no vácuo de outro piloto, a pressão sobe muito e a moto fica praticamente impossível de pilotar.”

“Por outro lado, se você está sozinho na frente, a pressão cai de repente.”

Ele ainda citou diferenças de cenário dentro da própria corrida, comparando situações distintas no pelotão:
“Às vezes estamos brigando no meio do grupo e, de repente, passamos vários quilômetros sozinhos, e a pressão simplesmente despenca.”

Outro ponto levantado pelo dirigente é a irrelevância técnica da variação mínima exigida:
“Você não ganha nem perde vantagem com 0,03 bar de pressão. Isso é um completo absurdo, porque não diz nada sobre se alguém fez um bom ou mau trabalho.”

A crítica se intensifica quando o regulamento interfere diretamente no resultado final:
“O fato de algo assim decidir corridas é simplesmente revoltante. Essa regra precisa ser alterada ou abolida.”

Beirer também revelou que o tema já foi discutido internamente com a FIM:
“Encontrei o presidente da FIM no grid e ele disse que essa regra precisa ser mudada imediatamente. Eu respondi: então mude.”

Como alternativa, ele defende um modelo mais simples e direto:
“Vamos todos largar com a mesma pressão nos pneus e depois correr.”

A discussão ganha ainda mais relevância com a mudança de fornecedora de pneus prevista para 2027, quando a Pirelli substituirá a Michelin. A transição abre espaço para uma revisão completa do regulamento, incluindo limites, penalidades e métodos de fiscalização.

Enquanto isso, a regra segue sendo um dos pontos mais controversos da MotoGP atual, com impacto direto nos resultados dentro e fora da pista.

E qual é essa regra?


A regra de pressão dos pneus na MotoGP é um regulamento técnico introduzido para garantir segurança e padronização no uso dos compostos fornecidos pela Michelin. Ela determina que cada piloto deve completar uma porcentagem mínima de voltas com a pressão dos pneus acima de um valor estipulado previamente para cada corrida, definido de acordo com as condições da pista e temperatura. Atualmente, esse limite é de pelo menos 30 por cento das voltas em corridas Sprint e 60 por cento nos Grandes Prêmios. O monitoramento é feito por sensores oficiais instalados nas motos, e o não cumprimento resulta em penalizações automáticas aplicadas após a corrida, sendo 8 segundos adicionados ao tempo final nas Sprints e 16 segundos nas provas principais, o que pode alterar diretamente posições e até pódios. A regra não está ligada a ganho direto de performance, mas sim à prevenção de riscos estruturais nos pneus, já que rodar com pressão abaixo do ideal pode causar superaquecimento, desgaste irregular e até falhas, embora equipes e pilotos frequentemente critiquem o impacto do regulamento por depender de fatores variáveis como vácuo, tráfego e posição na pista.

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