A temporada 2026 do Build.Train.Race. marca um novo momento para a presença brasileira no programa internacional da Royal Enfield. Pela primeira vez desde a criação do projeto, o Brasil contará com quatro pilotas oficiais na categoria on-road, consolidando sua relevância dentro da iniciativa global que une construção de motos, treinamento técnico e competição profissional.
As estreantes Sany Max e Juliana Chile passam a integrar o time brasileiro ao lado das já experientes Karina Simões e Tati Paze, que seguem no programa após representarem o país na última temporada. A ampliação da equipe ocorre em um ano simbólico para a marca, que celebra 125 anos de história, reforçando seu posicionamento global voltado à comunidade, inclusão e acesso ao motociclismo.
Criado em 2020, o Build.Train.Race. — realizado em parceria com o campeonato norte-americano MotoAmerica — se consolidou como um dos projetos mais relevantes do motociclismo contemporâneo ao oferecer às mulheres uma experiência completa: da montagem da motocicleta à disputa em provas oficiais. No Brasil, o programa chegou em 2021, inicialmente no Flat Track, e desde então vem ganhando notoriedade pela combinação entre formação técnica, visibilidade internacional e protagonismo feminino.
Brasil em destaque no cenário internacional
A edição 2026 registrou número recorde de brasileiras inscritas, reflexo do crescimento da participação feminina no motociclismo nacional. Segundo a Royal Enfield, cerca de 25% dos clientes da marca no Brasil são mulheres, índice que ajuda a explicar o fortalecimento do país dentro do programa.
Além das representantes brasileiras, o grid internacional contará com as norte-americanas Jasmine Noelle, Tiff Vo e Emily D, além da canadense Marie Madura, compondo um elenco diverso e competitivo.
Novos nomes, novas histórias

Selecionada após um rigoroso processo, Sany Max chega ao Build.Train.Race. trazendo uma trajetória marcada pela atuação ativa na comunidade motociclística e pela conexão com mulheres que estão ingressando no universo das duas rodas. Reconhecida pela postura disciplinada e pelo olhar humano sobre o motociclismo, Sany encara o programa como um passo decisivo tanto no esporte quanto na representatividade.
Já Juliana Chile inicia sua participação no B.T.R. 2026 com foco técnico e mentalidade voltada à evolução esportiva. Comunicadora e estudiosa do tema, Juliana construiu sua trajetória baseada em segurança, conhecimento e prática consistente, enxergando o programa como uma transição clara rumo ao profissionalismo nas pistas.
Três etapas, uma formação completa
O Build.Train.Race. é estruturado em três fases distintas. A primeira, Build, teve início em fevereiro, em Dallas (EUA), onde cada pilota recebe uma Royal Enfield Continental GT 650 e é responsável por preparar sua própria motocicleta de competição, passando por aprendizado prático de mecânica, montagem e customização.

Na sequência, a etapa Train submete as participantes a um intenso ciclo de treinamentos técnicos e estratégicos, sob a liderança do tricampeão mundial Freddie Spencer. O foco está no desenvolvimento de pilotagem, leitura de pista, segurança e tomada de decisão em ambiente competitivo.
Por fim, a fase Race coloca todo o aprendizado à prova nas etapas oficiais do MotoAmerica, integradas ao calendário 2026 do campeonato. As corridas estão programadas para os circuitos de Road Atlanta, Road America, The Ridge Motorsports Park e Mid-Ohio, entre abril e agosto.
As provas terão transmissão por streaming no Brasil, ampliando o alcance do programa e aproximando o público nacional das representantes brasileiras em ação.
Mais do que um campeonato, o Build.Train.Race. segue se consolidando como uma plataforma de formação, visibilidade e transformação dentro do motociclismo mundial — e, em 2026, o Brasil assume um papel ainda mais relevante nessa história.












