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Yamaha interrompeu testes em Sepang após falha no motor V4 e avaliou “Plano B” para 2026

Durante a noite de terça-feira, os engenheiros da equipe iniciaram uma análise detalhada do problema, mas não conseguiram identificar uma causa definitiva. Diante da incerteza e priorizando a segurança dos pilotos, a Yamaha optou por suspender qualquer nova saída à pista até que a origem da falha fosse completamente compreendida.

Massimo Meregalli, diretor da Yamaha na MotoGP, explicou que a decisão teve caráter estritamente preventivo. Segundo ele, o problema no motor não teve relação com a queda de Quartararo e não comprometeu de forma significativa o trabalho já realizado. A equipe estimou que cerca de 80% do programa previsto para Sepang havia sido cumprido, com exceção das atividades específicas destinadas a Toprak Razgatlioglu, que ainda passava por um processo de adaptação ao protótipo da MotoGP.

Com Quartararo fora, Álex Rins, Jack Miller, Toprak Razgatlioglu, Andrea Dovizioso e Augusto Fernández também não foram à pista na quarta-feira. O trabalho da Yamaha seguiu concentrado nos bastidores, com reuniões técnicas envolvendo simultaneamente a equipe em Sepang, a fábrica no Japão e a base técnica na Itália.

O diretor técnico Max Bartolini afirmou que existia uma hipótese sobre a origem do problema, mas que ainda faltava confirmação suficiente para autorizar o retorno às atividades. O grande desafio, segundo ele, foi o fato de a Yamaha estar lidando com uma moto completamente nova, sem histórico ou referências acumuladas, tanto para pilotos quanto para engenheiros.

Apesar do cenário delicado, a marca japonesa não descartou, naquele momento, um eventual retorno à pista no último dia de testes em Sepang, dependendo de uma liberação da fábrica.

Um possível “Plano B” para o início da temporada

A proximidade do GP da Tailândia, marcado para o fim de fevereiro, aumentou a pressão sobre o projeto. Caso o problema identificado no V4 se confirmasse como estrutural e exigisse mais tempo para correção, a Yamaha admitiu que já trabalhava com um “Plano B”.

Esse plano envolvia a retomada temporária da M1 de 2025, equipada com o tradicional motor de quatro cilindros em linha. Como única fabricante enquadrada no nível D do sistema de concessões, a Yamaha dispunha de maior liberdade regulamentar, o que permitiria iniciar a temporada com um motor e introduzir outro ao longo do ano — algo inviável para as demais marcas, obrigadas a homologar e manter o mesmo propulsor durante toda a temporada.

Ainda assim, essa alternativa representaria um desafio adicional. Além de manter o desenvolvimento do V4 ao longo de 2026, a Yamaha também precisava preparar o terreno para a grande mudança técnica prevista para 2027, quando a MotoGP passará a adotar motores de 850 cc e novos pneus Michelin. Na prática, isso significaria trabalhar simultaneamente em três frentes técnicas distintas.

O episódio de Sepang, portanto, deixou claro que o início da temporada 2026 poderia ser decisivo não apenas para os resultados imediatos da Yamaha, mas também para o direcionamento técnico da marca japonesa na próxima era da MotoGP.

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