O segundo dia de testes oficiais da MotoGP em Sepang trouxe um sinal claro de evolução da Honda. Joan Mir, piloto da equipe Honda HRC Castrol, foi o mais rápido da sessão ao registrar 1min56s874, colocando a marca japonesa no seleto “clube do 1:56” no circuito malaio — um marco relevante diante das dificuldades enfrentadas pela fábrica nas últimas temporadas.
A performance de Mir não apenas garantiu a liderança do dia como também representou a volta mais rápida já registrada por uma Honda em Sepang, reforçando a percepção de que o pacote 2026 da RC213V deu um passo importante em competitividade, especialmente em ritmo de volta rápida.

Logo atrás, Franco Morbidelli levou a Ducati da equipe VR46 à segunda colocação, mantendo-se a pouco mais de um décimo do tempo de Mir. Fabio Di Giannantonio, também com Ducati, fechou o top 3, confirmando a consistência do conjunto italiano mesmo em um dia de atividades interrompidas.

A Honda ainda colocou outro piloto entre os seis primeiros, com Luca Marini mostrando regularidade e bom ritmo ao longo da sessão. O desempenho coletivo reforça que o avanço não ficou restrito a uma única moto ou estilo de pilotagem.
Chuva limita evolução no período da tarde
A programação do dia foi impactada por chuva intensa no período da tarde, que reduziu drasticamente o tempo útil de pista e impediu novas tentativas de melhoria de tempos. Com isso, a maior parte das marcas concentrou seus trabalhos em ajustes de base, eletrônica e avaliação de componentes aerodinâmicos.
Mesmo com a limitação climática, Ducati e KTM conseguiram coletar dados relevantes. A KTM mostrou evolução consistente, com seus pilotos girando na casa de 1:57 baixo, enquanto a Aprilia e equipes satélites aproveitaram as condições variáveis para testar diferentes soluções de acerto.
Dia complicado para a Yamaha
A Yamaha viveu um dia atípico em Sepang. Após um acidente preocupante no dia anterior, a fábrica japonesa optou por manter suas motos nos boxes, adotando uma postura cautelosa enquanto avalia questões técnicas relacionadas à segurança e confiabilidade do conjunto.
Leitura técnica e próximos passos
Apesar da liderança, o discurso dentro do paddock segue ponderado. O foco principal permanece no desenvolvimento do acerto-base, compreensão do comportamento da moto em diferentes condições e preparação para os próximos testes da pré-temporada.
Ainda assim, o tempo de Mir funciona como um indicador concreto de progresso, especialmente para uma Honda que busca reconstruir sua competitividade na MotoGP. O terceiro e último dia de testes em Sepang deve trazer mais respostas — desde que o clima permita.











